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E a Coronavac chegou…

Já não sabemos se essa é a chinesa ou é a do Butantan. E ainda tem a de Oxford, e a da Índia (que correm o risco de ser a mesma). Já estão até estudando uma vacina em pó, e antes que você pergunte: NÃO É PARA INALAR…

Bem… para um espécie que há 3 meses atrás não via uma luz no fim dos lockdowns, até que agora os humanos tem várias opções. Evoluíram pelo menos neste quesito.

A primeira agulhada

Já era de se imaginar o assédio da imprensa sobre quem seria o primeiro brasileiro imunizado contra o “vírus chinês”. Justos méritos aos profissionais da saúde, que deveriam mesmo ser valorizados neste momento.

Também como já era de se imaginar que o coscuvilheiro autodenominado garoto propaganda do “corona-imunizante” no Brasil faria da primeira agulhada um verdadeiro show. Só faltou um “V” com a mão e selfie ao lado do primeiro braço espetado seguido de um caloroso: “Chupa corona!”, frente às lentes do grupo Globo (ao vivo) e companhia.

Fazendo escola

E pelo visto, a estratégia do governador de São Paulo – execrada pelo ministro da saúde – caiu no gosto da galera da nova política pelo Brasil afora, que acabou usando a receita da velha política para “das agulhas fazer uma sopa“. Resta saber até qual grau da hierarquia federativa vão as primeiras picadas: País > Estados > Capitais > Municípios > Bairros > Ruas > Residências… você pretende documentar fazer um post do primeiro vacinado da sua casa?

Já imagino pipocando nas redes sociais, as selfies de militantes exibicionistas digitais disfarçando a cara retorcida pelo desconforto da “picadinha que não dói nada”. Tudo em nome do novo normal, pois a tal Nova Política pelo visto está sendo eliminada junto com o vírus. Essa vacina só não eliminou a velha receita.